
O que buscamos, destacou, é revelar para o México o lado artista plástico do cantor. Com esta amostra, a cidade se tornaria a segunda cidade latino-americana a expor esse lado do músico. São Paulo foi a primeira, quando em 2007 mostrou 29 peças sob o título de “Les Fleurs du Mal”, em alusão ao clássico de Charles Baudelaire.
Timidamente, a exibição no México levará o nome de “Hell”. Desvendando seu próprio “inferno” através de pelo menos 50 aquarelas, geralmente retratos de seres desfigurados, mortuários, em expressão de pena, dor ou desconforto.
Algumas das quais são misturas de cores com absinto. Esta é uma técnica adotada por acaso, quando ele se confundiu e molhou o pincel em um copo com a bebida ao invés do recipiente de água que normalmente usava.
Barajas dirige a empresa 212 Productions, que no ano passado possibilitou a exposição do fotógrafo David LaChapelle no Antiguo Colegio de San Ildefonso, admira o trabalho de Manson, a quem qualifica como uma pessoa altamente intelectual.
“Sua obra reflete o lado escuro que de alguma forma todos nós temos. Ele é uma pessoa que aprendeu expressar seu lado escuro, sem mostrar quem ele realmente é: uma pessoa tímida, agradável, tranquila, que exterioriza outras coisas quando está cantando.”
A relação de Manson com a 212 Productions se deu no início da década, quando em 2002 a revista Flaunt e a produtora organizaram sua primeira exposição no Centro de Exibição de Arte Contemporânea de Los Angeles.
Manson, que também tem uma carreira de ator e cineasta, começou a pintar na décade de 1990. Em Los Angeles, Manson é proprietário da Celebritarian Corporation Gallery of Fine Art.
Barajas finaliza:
“A nível latino-americano, Marilyn Manson já mostrou sua obra uma vez no Brasil, embora tenha sido uma pequena amostra. Nós, porém, estamos preparando uma exposição de novos trabalhos, pelo menos 50 peças ou mais, geralmente em aquarela”.






