domingo, 22 de novembro de 2009

Longa marca o retorno de Ivan Cardoso aos cinemas depois de 14 anos.


O “terrir” de Ivan Cardoso marca seu retorno aos cinemas com o longa-metragem Um Lobisomem na Amazônia, com direito a mulheres seminuas, cientista malvado, amazonas crueis, um deus inca interpretado por Sidney Magal e, obviamente, um lobisomem.

A trama, recheada de diálogos humorísticos, é uma mescla de chanchada e filme B americano, característica do diretor. O elenco conta com nomes de peso como Danielle Winits, Evandro Mesquita, Nuno Leal Maia, Tony Tornado, Karina Bacchi, Pedro Neschling, Bruno de Luca, Djin Sganzerla, entre outros. Destaque para a participação de Paul Naschy, ator espanhol e ícone de filmes de terror europeus.

No longa, Natasha (Danielle Winits) é uma jovem que, juntamente com dois casais amigos, decide entrar na Amazônia para participar da cerimônia do Santo Daime em uma aldeia da região. Eles contratam o experiente Beto Careca para guiá-los, mas em seu lugar aparece Jean Pierre (Evandro Mesquita), que alega ser amigo de Beto e diz estar substituindo-o devido a um acidente. No caminho todos estão entusiasmados, mesmo com a notícia de que estranhos assassinatos têm ocorrido na região. Os crimes vêm sendo investigados pelo delegado Barreto (Tony Tornado) e pelo professor Corman (Nuno Leal Maia), zoólogo que acredita que um animal feroz matou as pessoas. O que eles não sabem é que no interior da floresta vive o Dr. Moreau (Paul Naschy), um médico nazista que está escondido e realiza experimentos bizarros, que estão diretamente relacionados com os assassinatos.

O roteiro é baseado no romance Amazônia Misteriosa, de Gastão Cruls. A obra foi exibida no Festival do Rio de 2005, na 4º edição do Cine Fantasy e na 29ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2005), além de vários outros festivais internacionais como o 23º Festival de Turim.

Carioca nascido em 1952, Ivan Cardoso é um dos principais nomes da geração Super 8 na década de 70, onde surgiu com o underground Nosferato in Brazil. Apelidado de "Ivampirismo" pelo poeta Augusto de Campos, realizou mais de 20 curtas e alguns longas, entre eles O Segredo da Múmia (1982), As Sete Vampiras (1986), O Escorpião Escarlate (1991) e A Marca do Terrir (2005) – este último ainda sem previsão de lançamento.
Grande arquivista da contracultura, lançou o livro De Godard a Zé do Caixão em 2002. No ano passado, durante a 32ª Mostra de Cinema de SP, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo lançou a biografia Ivan Cardoso – O Mestre do Terrir, escrita pelo pesquisador de cinema Remier Lion. O livro mostra a trajetória do cineasta que criou um estilo de cinema próprio, com elementos de horror, comédia e pornochanchadas.

Ficha Técnica:
Título original: Um Lobisomem na Amazônia Gênero:Terror / Comédia Duração: 74 minutos Tipo: Longa-Metragem / Colorido Ano: 2005 Homepage: UM LOBISOMEM NA AMAZÔNIA Estúdio: Diler & Associados Distribuidora: Polifilmes Direção: Ivan Cardoso Roteiro: Rubens Francisco Lucchetti, com a colaboração de Flávio de Souza e Evandro Mesquita Produção: Diler Trindade Produtor associado: Wilson Borges Produtor executivo: Telmo Maia Produtor delegado: Geraldo Silva de Carvalho Direção de produção: Rene Bittencourt Música: Mú Carvalho Som direto: Alaerson Nono Coelho Edição de som: Jose Moreau Louzeiro, Maria Muricy, Vinicius Leal Fotografia: José Guerra Direção de arte: Paulo Flaksman Desenho de Produção: Ana Schlee Figurino: Maria Diaz Edição: João Paulo Carvalho, Aruanã Cavalleiro, Sérgio Marini e Fernando Vidor Efeitos especiais: Sergio Shmio
Classificação indicativa: 14 anos

Elenco:
Paul Naschy (Dr. Moreau / Lobisomem) Evandro Mesquita (Jean-Pierre / Beto Careca) Danielle Winits (Natasha) Nuno Leal Maia (Prof. Scott Corman) Tony Tornado (Delegado Barreto) Karina Bacchi (Samantha) Pedro Neschling (Bruno) Bruno de Luca (Raul) Djin Sganzerla (Carol) Joana Medeiros (Rainha Pentesiléia) Guará Rodrigues (Zoltan) Charles Paraventi (Borges) Orlando Drummond (Secretário de Segurança Pública) Sidney Magal (Sacerdote inca) Júlio Medaglia (Hartman) Daiane Amêndola (Alma) Analú Silveira (Mary)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

OS EPITÁFIOS MAIS LOUCOS DO MUNDO


Aproveitando que passamos pela Zombie Walk vou atualizar o THE HOUSE com uma seleção de epitáfios e frases antes da morte retirados do hilário livro de Aran & Castelo intitulado "AQUI JAZ: O Livro dos Epitáfios". O livro, lançado pela Editora Ática, é um prato cheio para que adora aquele humorzinho negro em velórios e enterros e traz dezenas de epitáfios (fakes) engraçadíssimos, além de idéias para se ter uma morte "glamourosa". Vou postar aqui alguns dos epitáfios da seção R.I.P (Realmente Impresso na Pedra) que os autores afirmam existir.

Boa diversão e DESCANSEM EM PAZ!!!

Barra skulls

"AQUI JAZ A POBRE ANA
QUE POR CAUSA DE UMA BANANA
FOI LEVADA AO DESCANSO ETERNO:
A CASCA DA COISA A MANDOU PRO INFERNO."
(Burlington)

"DESCANSE EM PAZ
ATÉ NOS ENCONTRARMOS DE NOVO."
(Colocado no túmulo do marido pela "adorável" viúva Patricia Spencer, em Edgware, 1981)

"AQUI JAZ MARTHA DIAS
QUE TINHA UM GÊNIO DIFÍCIL
E NUNCA FOI RELIGIOSA
VIVEU ATÉ OS SETENTA
E O QUE RECUSOU AOS HOMENS,
DEU AOS VERMES, PRAZEIROSA."
(Epitáfio recolhido em 1806)

"SINTO AS FLORES CRESCENDO EM CIMA DE MIM."
(últimas palavras no leito de morte de John Keats)

"ESTA LÁPIDE FOI ERGUIDA
PARA SARAH FORD
MAS NENHUMA VIRTUDE EXISTE
PARA AQUI SER LEMBRDA
NÃO, SENHOR! ESTA LÁPIDE FOI ERQUIDA
PARA MANTÊ-LA DEITADA."
(Kilmmurry)

"A VIDA É BOA."
(últimas palavras no leito de morte de Machado de Assis)

"AGORA VOU DORMIR."
(últimas palavras no leito de morte de Lord Byron)

"SETE VIÚVAS EU DEIXO
E TAMBÉM UM PEDIDO TERNO:
SE NOS ENCONTRARMOS NO CÉU
NÃO TRANSFORMEM O LUGAR NUM INFERNO."
(Tyngsbord)

"AQUI JAZ JOÃO MIRO
QUE FOI MORTO POR UM TIRO
SEU NOME NÃO É MIRO, NA VERDADE ERA
ELEUTÉRIO
MAS COMO ELEUTÉRIO NÃO RIMA COM TIRO
MIRO FICOU MUITO MELHOR NO CEMITÉRIO."
(Recolhido na Inglaterra em 1875. No original, os nomes são John Bunn e Wood, que foram mudados com certo critério: não rimam com tiro e nem com cemitério)